Esqueça a imagem do produtor que vive isolado e só consegue se informar a respeito do que acontece no mundo quando vai à cidade fazer compras. O campo está cada vez mais conectado e a tecnologia auxilia tanto no manejo quanto na obtenção de informações no dia a dia.

 

Além disso, o segmento está mais feminino e jovem. Essas são algumas das constatações da pesquisa Hábitos do Produtor Rural, conduzida pela Associação Brasileira de Marketing Rural e Agronegócio (ABMRA) e divulgada recentemente.

Entre as mídias digitais, o “zap” lidera a preferência dos produtores rurais com 96%, seguido pelo Facebook, com 67%. Depois, chegam YouTube, com 24%; o Messenger, com 20%; o Instagram, com 8%, e Skype, com 5%.

Para o estudo, foram entrevistados, in loco, 2.835 agricultores – 2.110 agricultores e 725 pecuaristas. Eles se dedicam a 11 culturas – algodão, arroz, batata, café, cana-de-açúcar, feijão, laranja, milho, soja, tomate e trigo – e quatro atividades animais – pecuária de corte, pecuária de leite, avicultura e suinocultura -, em 15 estados. A presença da mulher em funções de decisão nos empreendimentos rurais triplicou em relação a 2013, ano em que a última edição do levantamento foi realizada, e passou de 10% para 31%. 

 

Já a idade média dos produtores rurais caiu 3,1%: hoje, é de 46,5 anos. Segundo a pesquisa, 21% dos entrevistados têm curso superior, especialmente agronomia (42%), veterinária (9%) e administração de empresas (7%). O trabalho também investigou os hábitos de compra, o envolvimento dos produtores com as novas tecnologias e as mídias que consultam para sua informação pessoal e profissional.

 

Nesse quesito, ficou claro que a inovação também está presente fora da porteira. Televisão e rádio, veículos de comunicação considerados tradicionais, abriram espaço para as redes sociais e para aplicativos de comunicação instantânea, como o WhatsApp. Entre as mídias digitais, o “zap” lidera a preferência dos produtores rurais com 96%, seguido pelo Facebook, com 67%. Depois, chegam YouTube, com 24%; o Messenger, com 20%; o Instagram, com 8%, e Skype, com 5%. 

 

A televisão aberta perdeu espaço – mesmo que pequeno – na preferência dos produtores rurais. Ainda assim, permanece na liderança como o meio de comunicação mais usado. Pelo menos 92% dos respondentes da pesquisa têm na TV o principal meio de atualização e informação. Na pesquisa de 2013, o percentual dessa mídia era de 95%. Já o rádio cresceu 7% em relação ao levantamento de 2013. Hoje, é usado por 75% dos produtores. A internet também apresentou aumento de 7,7% e abocanhou 42% das referências. Os jornais têm 30%; a TV paga 28%; e as revistas, com 27%. 

 

Otimismo, a marca do campo

 

A tecnologia crescente e a confiança na atividade refletiram no número de produtores que deixaram a cidade e se instalaram definitivamente no campo, segundo levantamento da Associação Brasileira de Marketing Rural e Agronegócio (ABMRA). Em 2013, 47% dos entrevistados moravam na propriedade. Neste ano, o número subiu para 56%. Em relação à percepção da própria imagem, 68% se declararam otimistas em relação ao futuro da atividade agropecuária no Brasil e 91% disseram ter orgulho de ser produtor rural. 

 

O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), José Mário Schreiner, lembra que a agropecuária foi o único setor que conseguiu se manter, mesmo na crise. “Apesar do cenário nebuloso, o agro contribuiu para o desenvolvimento do interior e dos grandes centros brasileiros, dando sustentação na geração de renda e empregos, além de seu papel básico de provimento de alimentos a custos acessíveis a população”, frisa. 

 

Apesar disso, os desafios do segmento são inúmeros. Entre os principais, a melhoria nas condições de logística – com modalidade mais acessíveis e menos onerosas de transporte, aumento e distribuição da capacidade armazenadora -, ampliação das fontes de crédito, desenvolvimento do seguro rural, melhores condições de segurança nas propriedades, ampliação da rede de assistência técnica e maior fomento à pesquisa. 

Apesar do cenário nebuloso, o agro contribuiu para o desenvolvimento do interior e dos grandes centros brasileiros, dando sustentação na geração de renda e empregos, além de seu papel básico de provimento de alimentos a custos acessíveis a população

 
José Mário Schreiner, presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg)
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